Embriões são o que?

Pergunta
Todos sabemos que não são todos os embriões que formarão uma vida, portanto usar aqueles que não seriam fecundado não há problema nenhum, pois eles não poderiam gerar vida certo? E a partir do uso deles, podemos salvar vidas?
Resposta:
É preciso decidir se o zigoto humano é vida ou não é vida? Sabemos que intocado poderá tornar-se brilhante Juíza do Supremo Tribunal Federal, violado o irrepetível participante da espécie humana não poderá jamais receber as boas-vindas à existência.
É preciso trazer tamanha carga sobre os ombros de nossos magistrados do Supremo Tribunal? Chama-los a definir quando começa a vida da criatura mais singular; não seria uma tarefa pesada demais? Tal circunstância quase uma injustiça para com aqueles que fazem a Justiça no Brasil?
Decidir interromper um processo de gestação é sempre uma escolha árdua, mas é uma tarefa sobre-humana ter que indicar para todos os brasileiros quando tal atitude não será um assassinato.
Não seria omissão, mas delegação, marcar a concepção como o dia do início do humano, simplesmente se estaria indicando que a decisão de iniciar a vida está com o homem e sua amada. É cada casal brasileiro, com um ato prazeroso e livre, o iniciador de uma vida.
Quando falham os contraceptivos - e todos sabem que falham - algo do masculino e algo do feminino se encontram, mantidas aquelas naturais condições jamais determinadas por qualquer tribunal, inexoravelmente se verá surgir um ser humano completamente distinto de todos os demais.
Prezada Marina, Creio que você quis dizer que não são todos os zigotos (óvulos humanos fecundados pelo espermatozóide) que completarão o processo de desenvolvimento no útero materno.
Isso é verdade. A medicina ainda não tem todas as explicações do porquê um bom número de zigotos não completa a nidação, ou seja, não se fixam ao útero.
Primeiro ponto. O fato da natureza descartar óvulos fecundados não nos autoriza a tomar a iniciativa de também fazê-lo.
Se a natureza os lança fora é porque deve ter um bom motivo. Todos nós reconhecemos que a natureza segue a Sabedoria de seu Criador. Nós, humanos, não somos Deus, e portanto, não temos o direito de fazer por conta própria o que as leis da natureza o fazem por determinação de seu Idealizador.
Segundo Ponto. Só interessa para os manipuladores de embriões humanos aqueles bons, justamente os que se desenvolvem bem, os que produzem vida saudável. Embriões que a natureza descartaria também seriam descartados pelos sombrios cientistas. Tanto é assim, que no processo de fecundação “in vitro” (no tubo de ensaio) a maioria dos embriões são jogados na lata do lixo porque não foram em frente em seu desenvolvimento. São justamente os mais fortes e perfeitos que serão escolhidos para fornecerem a própria pele para que outros seres humanos se curem de suas doenças.
Irmã Marina, último ponto. Só quem não crê em Deus pode aceitar que Ele não nos daria outros caminhos muito mais humanos pra se chegar à cura da mesmas doenças. Quem crê no amor, na atenção, na misericórdia de Deus para com seus filhos sabe que jamais estaria em seus planos dar a vida de inocentes para curar outros seres humanos. Onde no Evangelho de Jesus se testemunha uma atitude semelhante da parte do Senhor? Ele chega a dar a própria vida, mas jamais desampara um para ajudar a outro.
O Diretor Igmar Bergman no seu clássico filme o “Ovo da serpente” mostra como os cientistas nazistas utilizavam seres humanos como cobaias. Tinham como objetivo justamente descobrir remédios para os demais. Sabe-se de experimentos terríveis, como o de quebrar várias vezes os ossos de crianças de diferentes idades para se estudar a capacidade do organismo de voltar a reconstituir o osso triturado. O objetivo era descobrir meios de acelerar a recuperação de soldados feridos em campos de batalha.
Se concordarmos em usar pessoas para curar pessoas só vamos nos tornar menos gente.

Do Melhor
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